politica
MEALHADA, A DERIVA SOCIALISTA
E O CANDIDATO FANTOCHE
Na farsa politica que foi a eleição do candidato á Câmara da Mealhada pelo partido socialista, como vem sendo costume, a via foi a da impostura, da imposição, da falsidade, da mentira, aquela que qualquer soba africano dos poucos que ainda subsistem, utiliza para se manter no poder, exceptuando as armas que, por enquanto, não fazem parte da comédia partidária. A coisa conta-se em duas palavras e tanto merece ser contada como merece ser lida para que se saiba como funcionam os partidos políticos e quais os métodos do vale tudo que são utilizados para não se perder o emprego, pois não vejo outra razão já que o poder pelo poder, numa autarquia tão pequena como a Mealhada é um motivo pouco racional e a vontade de servir os munícipes, a noventa mil euros por ano é uma treta que não tapa os olhos a ninguém. Mas vamos ao assunto.
Na opção da escolha do candidato á Câmara, a realidade dos votos concelhios da concelhia do PS dividia-se entre oito cabralistas e vinte e dois marqueiristas. Perante este diferencial que sem dúvida indicava como candidato eleito Marqueiro, o executivo cessante constituindo-se como dono do partido, espécie de iluminados que até tem colocado a Mealhada fora do mapa da zona centro, meteu pés a caminho e andou de porta em porta na capital e no Rato, donde parece conseguiu mascarar a sua posição minoritária e obter apoios, alguns até, oriundos das águas, das quais têm sido os primeiros aliados colaborando na destruição das termas do Luso e colocando-se abertamente contra o cidadão que é a única razão de existirem. Tenho-lhes chamado coveiros das Termas e havemos de ver quem tem razão! Já no próximo Outubro, na inauguração das pseudo termas SPA, antes das eleições, veremos se a festa mete ou não croquetes e pataniscas e até onde chegam as manobras politicas e outros interesses que nada tem a ver com as populações.
Os lá de baixo, de Lisboa, que caminham também a passos largos para um estatuto de ditadura, sem ouvir os socialistas da Mealhada como deve ser feito, acoitaram as cunhas e, quando chegou a hora de escolher, portanto da votação, aperceberam-se que o cabralismo continuava a perder e mandaram um ultimato, dirigido em primeiro lugar ao candidato alternativo, o ganhador, que foi ameaçado de tudo, até da hipótese de perder o emprego, para que desistisse. Há quem chame a isto, hipocritamente, aconselhado, o que não deixa de ser a mesmíssima ameaça, para mim, ignóbil. Com tais conselhos, o candidato foi forçado a desistir a favor dum cozinhado mais ignóbil e desonesto com que enganaram os militantes que saíram do acto eleitoral absolutamente desnorteados e insatisfeitos, feridos naturalmente na sua qualidade de decisores a aquém foi coarctado o direito estatutário que lhes competia de decidir.
Inadmissíveis, vergonhosas, sujos, é o mínimo que se pode dizer destes processos que em nada abonam o regime e muito menos quem as utiliza neste socialismo autocrático onde as estruturas partidárias são verbos de encher e portanto inúteis. É o melhor caminho para o fim do partido, depois dos partidos, depois do ar democrata que se respira ou respirou , depende da interprtação.
Não fica por aqui o que quero dizer, pois mais grave , é que não se trata da primeira cabala deste candidato, como aliás já referi noutra ocasião. Já da primeira vez que o mesmo candidato concorreu, então oriundo da área comunista, perdia na comissão politica para Odete Isabel pois a comissão politica dividia-se então entre onze votos para Odete e nove para Cabral. Valeu também na altura um expediente igualmente habilidoso e desonesto que consistiu em nomear na véspera dois elementos da juventude socialista que tinham direito a voto se a juventude funcionasse. Só que na altura isso não acontecia e não havia portanto representantes dessa mesma juventude. Forjou-se uma hipotética eleição, com uns amigos de Aveiro, que teve um preço e duma noite para o dia nomearam dois jovens avalizados pela distrital que nunca tinham existido. Foi assim que Cabral ganhou na comissão politica por doze votos contra onze, numa votação em que esteve um representante da distrital que fez um relatório arrasador sobre a ilegitimidade da nomeação, uma palhaçada e só não foi agredido porque houve pessoas com algum comedimento que apaziguaram a questão. Tudo com o conhecimento e aval do candidato que não hesitou em servir-se destes métodos sebentos para se elevar politicamente á presidência da Câmara. Useiro e vezeiro? Os indícios estão á vista, e em épocas anteriores, essa nunca tinha sido de facto a conduta do partido. Mas há mais gente que participou nestes processos políticos e que promoveram depois autênticas depurações a que só faltou um Goulag ! Gente que nem lembra ao diabo!!!!
Trata-se pois da segunda vez em que o verdadeiro candidato socialista fica na gaveta trocado pela absurda escolha dum candidato que beneficia destes expedientes politicamente inaceitáveis e indignos do cargo a que concorrem. Assim, não é o partido socialista da Mealhada que concorre mas sim aqueles que, ilegitimamente, tomaram conta dos cargos elegíveis numa corrida desleal pelo poder e pelos lugares remunerados excluindo os verdadeiros socialistas de qualquer decisão.
Com métodos destes é natural que inadvertidamente tenhamos saudades dum Salazar qualquer , que o de Santa Comba fazia isto muito melhor, sem palhaçada politica, seguindo as regras do regime. Aqui, é diferente, esta gente que parece querer manter o poder e os empregos á força, achincalham a democracia e os socialistas inscritos que restam. Para já, conseguiram acabar com o partido e, curiosamente, são agora os eleitos que se auto candidatam autonomamente, pois a estrutura partidária, aturdida e desmotivada nunca mais reuniu. Porque se engoliram em seco com a imposição de oito votos cabralistas, mais engolem com a segunda da lista, a vice-presidente da Câmara que essa, se fosse a votação entre os socialistas, o mais provável era não levar um voto sequer! Apenas vergonhoso!
Cedo ou tarde o partido pagará no município a factura destas absurdas situações
O verdadeiro, por desrespeito e inutilidade, esvaziou-se, os autos nomeados, já no último acto eleitoral entregaram a chave abandonando a estrutura. Logo no dia a seguir ás eleições. Querem apenas servir-se do partido para ascender na política e fazem-no á boa maneira da União Nacional, como se vê.
No meio disto, há palermas que ameaçam rasgar o cartão partidário porque não lhes fizeram as vontades. Eu não rasguei o meu, não tenho filhos empregados em Câmaras como a maior parte das pessoas não tem, nem aqui, nem
em Castelo Branco, nem em lado nenhum, nem família á espera de empregos camarários, mas se fosse candidato a um órgão qualquer baseado em tamanha irregularidade e absurdo, sinceramente prescindia do cargo, tinha vergonha de mim mesmo, era incapaz de candidatar-me a um cargo público repudiado pelos próprios apoiantes e imposto, como nos velhos tempos, á boa maneira de Salazar. Ou de Stalin! Aqui, tornou-se prática corrente!
O cartão de militante serve-me para fazer estas croniquetas, não é malhar em ferro frio, vai-se aprendendo e vamos ganhando consciência colectiva de que isto não pode ser assim, o rei vai nu e algo tem que mudar para que haja respeito pelas regras, pelas leis e pelas pessoas. De resto, quando mo quiserem tirar podem fazê-lo, mas hão-de dar-me esse prazer porque deste socialismo de alguns, de facto não gosto de fazer parte e estarei sempre do outro lado a denunciar a mentira, o oportunismo e a incompetência.
Com esta gente, o município da Mealhada deixou-se ultrapassar por toda a vizinhança. Que razões nos levam então a apoiar candidatos sem escrúpulos políticos????
Dá que pensar.
Luso,Maio,2009
